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14 maio 2014

Produzida

Produzida - hidratante, protetor, primer, base, corretivo, pó, blush, sombra, pó iluminador, lápis para sobrancelha, delineador, rímel, batom, gloss, spray, mousse, pomada, laquê; sapato com animal print de onça, Louboutin; vestido de mousseline e seda pura dourada, Alexander McQueen; casaco de veludo preto, Prada; bolsa de pedrarias, Versace; carteira, Louis Vuitton; anéis e pulseiras, Tiffany & Co.; óculos, Armani; lingerie dourada, Victoria Secrets; perfume doce, Chanel - saiu da clínica e voltou para casa desfilando os peitos novos, há tempos queria uma prótese de silicone maior. Os glúteos aumentara na semana anterior e ainda sentia leves dores ao sentar. Seu bronzeado artificial combinava com o tom loiro da tinta com que pintava os cabelos alisados e realçava as pontas claras do longo aplique que descia pelas costas. O botox inchava os lábios e o levantamento das maçãs do rosto e das pálpebras colaborava para exibir uma face sexy e sem muitas nuances de expressão, compensadas pelas lentes azuis que destacavam o olhar.
Nas redes sociais criticava as pessoas falsas e superficiais e elogiava a beleza interior.

Isaac Ruy






11 agosto 2013

Oi?

Texto que encontrei nos rascunhos do blog e que não me lembro de ter escrito...
Não devia estar são! hahaha

De dentro do buraco
o oco
o eco
o eco
o eco
o eco
o eco
o eco
o eco
ué cu


Isaac Ruy

26 maio 2011

Pena's

Contemplava, com olhar de culpa, a gaiola vazia.
Apesar de atento ao que acontecia a sua volta, não desgrudava os olhos da gaiola que ainda balançava, vazia e com a portinhola aberta.
A dança das grades, pra lá e pra cá, é que lhe prendia a atenção, como um pêndulo que hipnotiza.
Sentia uma vontade louca de pular e brincar com o obejto pendurado, mas estava de barriga cheia e preferiu fazer gracinhas com as plumas que flutuavam ao vento, como se a brincadeira amenizasse o crime cometido.

Isaac Ruy

18 maio 2011

Bipolar

Estava tão otimista que ficou com medo de dar tudo errado.

Isaac Ruy 

14 maio 2011

Leito

Não conseguia enxergar, estava perdido na escuridão.
Não via saída, não via nada.
Percebeu que não conseguiria mais sonhar e era melhor acordar para a realidade.
E foi isso que fez, começou abrindo os olhos.

Isaac Ruy

02 maio 2011

Sem

Alguém viu minha paciência por aí?
Acho que perdi...

Estou perdendo tudo...
a memória, por exemplo, perco sempre...
nunca me lembro onde deixei!

 

26 abril 2011

Poesias Dadaístas SENAI - Rio Preto

Poesias dadaístas construídas a partir do sorteio aleatório de palavras escritas pelos alunos do SENAI durante o "bate-papo" que ministrei intitulado Ler e Escrever: a Prática do desaprender.
Alguns dos verbos no infinitivo foram conjugados e a pontuação foi criada para conduzir o leitor. Além disso, foram acrescidas preposições, conjunções e artigos para que o texto ganhasse coerência e coesão.



COMENTEM SOBRE O RESULTADO!

Amor Andróide

Vida, Paz, Pensamento da Loucura:
Procedimento de Objetividade.
Vitória do Companheirismo e Liberdade?
Inútil...
Andar e Comer Coisas... Peidei!
Cabelo Toliminado Capacita a Deus?

Respeito, Esforço e Determinação,
Relembrar a Liberdade Gratinada
- Pelegão Luta e Aprende –

Vida e Coração Alucinam
Vencer e Persistir? Que Ilusão
Piranha Automotiva Curte Cachaça

Viver Ódio
Lutar Tesão
Amar e Comer Drogas
Legalização do Sexo

Beber Sorridente:
Adão Gostosa!
Gratinando a Ética dana Solidão

Deus Feliz, que Amor
Felicidade...
Humildade...

Cantar e Correr

 (CAI) - Manhã

Pensamentos Bugiganga

(em branco)
Arrastão das Trevas
Borracha na Poesia da Internet
Dormir, Sentir e Matar
Bilu Supera Ornitorrinco
Compreensão Sobrenatural

Guaxinim Inconsciente Reflexo do Sistema
Revelação:

Bilu “NERD” Planta e Dedilha.
Terra na Mesa? Amei!
Reggae Confunde Palmeiras
Realização e Felicidade Amam e Malham
Amor inconstante
Au Au

Barreiras de Liberdade.
Frango Beleza!
Dormir, Sentir, Matar
Pensar, Crescer, Acreditar.
Peidei e Anoiteceu.

Computador do Bilu
Vampiro que Dorme Rolando no Infinito
Beijo!!!
Infestar Zagadaha...
Fugir, Agir, Enroscar
Medo...
Conhecer Ronaldo Seria Sono.
Andar?
Equivoquei...

Reflita Carcamango,
Caneta Conhece “NADA”
Lindamente Bosta.
Viver!
Bilu, Pátria e Música, que Confusão
Fluxo e Sexo Miau

Levemente Carente
Santos do Amor
Curtir e Estar: Maconha da Saudade
Entardecer e Curtir, NÃO Estar e Fugir.

Jesus Moiado
Outros Bilu Conhece
Lápis com Saliva Enrosca na Pátria
Verbo do Amor Inteligentíssimo
Mais Confusão ao Viver!
Compreensão Alta e Inescrupulosa...
Música Zika Bom Nefasto
Você Que Esteja Airoso, Bilu!

Amanhecer... Pense em Agir
Crer no Mentecapto
Ser Pérfida

Vida...

                                                                                  (EPT) - Manhã

Vida de Ganso Magrão

Louco Viver
Competência, Hum...
No Futuro Ganhar Catapora
Doidera “ser” e Gostar de Andar Gatão.
Loucura É Poder Amar, Agir e Talvez Beber
Fumar Solidão Dá, Lamentavelmente.

Comer Onze, Tchutchuco Morto,
Ser Renascimento Sacana.
Barba na Macumba e
Demônio do  Torrone  lê:
Amar Esporte
Groselha em Constante Mudança
Sangue Follow me
Pensar e Superar Lucas Felicidade!

Superar “Zika”? Louve Rufiãozão...
Louco Loucura da Cadeira
Ser Rodolfo e Viver Amor
Poder da Xoxota Ser Música.
Galinha na Poltrona Sucumbiu ao Fogo
Amor, Superação de Amar
Oi, Perdão ET Kauê,
Parusia, sabe o que é?
Escolha Sexo!
Sabedoria Estava Apaixonadamente Mulher

Excitação, Amor do Cemitério,
Usinar
Humm... Tornear e Imaginar Orgasmo

Felicidade Homossexual Corre
Deus 1 Real Censura Amizade Especial
No Jardim das Oliveiras
Ser e Estar do Mingau Bob Moreno


 (CAI) - Tarde


18 abril 2011

A avó e a voz do pensamento

Silêncio.
Deitado no sofá fingia que lia enquanto as lembranças passeavam pelas pernas, peitos e bunda da nova professora da escola.
A noite estava tão quieta que seria possível ouvir os pensamentos, pensou.
Tratou de ligar a TV, a avó estava na sala tricotando e, apesar de ter péssima audição, preferia não correr riscos.
Avó tem dessas coisas de saber o que os mais novos pensam. Se ouviu alguma coisa não sei, mas lhe lançou um olhar desconfiado por cima dos óculos.
Tratou de pensar em como gostava da comida dela.
Estranho. 
Agora ganhou um sorriso banguela da velha.

Isaac Ruy

19 março 2011

De faísca a carvão

faísca
é fogo
se pega
s'espalha
na palha
no teto
parede
tapete
entorta
derrete
chamusca
carpete
madeira
vasilha
consome'a
mobília
do quarto
da sala
despensa
banheiro
ta tud' a-
-cabado
enfeite
espelh' é
fumaça
é fogo
no rabo
no gato
inteiro
só sóbr' es
queleto
nem porta-
retrato
resiste
inteiro
caderno
sulfite
nem sombra
d' escrit' ou
desenho
nem roupa
sapat'ou
comid' e
bebida
'tá tudo
tostado
queimado
roído
'tá preto
'tá cinza
'tá tudo
fodido
nem foto
lembrança
remédi'ou
brinquedo
só resta
entulho
ruína
e medo
escada
tombada
E teto
no chão
o qu'era
seguro
agor' é
carvão

Isaac Ruy

11 março 2011

Comentário

a vida da gente é como um disco... as vezes acaba docemente, as vezes para de modo distorcido por conta de um simples e pequeno risco...

Ainda bem que hoje existe o mp3...

Só esperamos a bateria acabar.

Isaac Ruy

comentário que fiz em um dos meus contos e que achei engraçado... e, como não tive nenhuma outra ideia, publiquei!


09 março 2011

03 março 2011

Os três pontinhos...

...
( . )
{ . }
[ . ]'




#             ( . )
#~ ~ ~ ~( . )
#            ___  .    


.              { . }
               {.. }
#             { ..}
#~ ~ ~ ~{ ..}
#            ___  ..


..              [ . ]'
                [...]'
#             [...]'
#~ ~ ~ ~[...]'
#~ ~ ~ ~[...]'

               
            # [...]'
               [...]'#
   
               
                    #
               [...]'


               [...]'  _+_
                           #

!$4@¢  ЛųΨ

15 julho 2010

Saudosismo 1

Hoje revirando alguns papéis em casa achei algumas coisas que escrevi e que achei que valem a pena ser publicadas...

uma paródia que escrevi com 11 anos, na 6ªsérie, com um grupo de amigos para um trabalho de português. Fizemos uma paródia e colocamos os nomes dos professores...

Cidão - Matemática
João - Geografia
Celly - História
Ângelo - Ciências
Dulcinei - Artes
Maria - Inglês
Sueli - Português
Vanda - Educação Física

Música: "Não aprendi dizer adeus" - Leandro e Leonardo
Paródia: "Não aprendi nada esse ano" - Alan, Adriano, Isaac e Rodrigo

Não aprendi em português
Não sei se vou passar
na matéria do Cidão
vou ficar de recuperação
Já estou cansado de estudar

Refrão:
Não vou fazer tarefa
negativo eu levarei
e no final do ano
pra janeiro ficarei
e depois apanharei... (2x)

Não consigo me concentrar
notas baixar vou tirar
Na prova do "seu" João
vou tirar um vermelhão
Na matéria da Celly
eu não posso repetir
com "seu" Ângelo e Ducinei
notas baixas tirarei
Com Maria e Sueli
Eu não vou conseguir
Com a Vanda eu já sei
Que azul eu tirarei

Refrão:
Não vou fazer tarefa
negativo eu levarei
e no final do ano
pra janeiro ficarei
e depois apanharei... (2x)
 Isaac Ruy

28 junho 2010

As listras

Se conheceram e pensaram:
__ Somos almas gêmeas, somos listras...
Mas tudo mudou quando viram que eram diferentes.
Ele horizontal e ela vertical.
Fizeram, então, um xadrez.

Isaac Ruy

17 junho 2010

Fluxo II

depois de muito pensar e refletir e imaginar as reações e respostas possíveis tomou coragem e se aproximou da moça que estava na padaria para lhe falar tudo aquilo que  queria dizer havia alguns dias mas antes que começasse a falar ela lhe olhou e aquele olhar não era esperado e fez com que ele disfarçasse e encarasse a tv e visse a morte de uma personagem da novela em um acidente de carro e pensou que era um triste fim e também pensou na possibilidade de morrer em um acidente e não ter a oportunidade de dizer o que queria à moça da padaria e começou a andar mas parou novamente pois achava engraçado o fato de dirigir a palavra a moça e a personagem da novela morrer dirigindo e pensou como suas palavras poderiam atropelar a pobre moça que agora o olhava com estranhamento pois ele a encarava fixamente enquanto pensava e refletia e imaginava mas então tomou coragem se aproximou parou respirou fundo e disse que o preço do pão doce estava absurdo e só então pôde ir embora aliviado

Isaac Ruy


Voltas

...então a bela moça de alva pele e longos cabelos louros perguntou ao estranho e misterioso velho da estrada tortuosa que caminho tomar, "siga o obscuro caminho da direita...", mas a bela moça de alva pele e longos cabelos louros não confiou nas palavras guias do estranho e misterioso velho da estrada tortuosa, seguiu a clara e bela trilha da esquerda, ao invés do obscuro caminho da direita, e acabou caindo no profundo precipício do arrependimento, tendo uma morte lenta e dolorida enquanto se arrependia da tola e desconfiada decisão de não seguir os sábios conselhos do estranho e misterioso velho da estrada...

Isaac Ruy